Santa Gianna Molla, padroeira das mães.

By | 29 de Abril de 2015

Saint Gianna Molla

Da protomártir Santa Tecla no século I, pulamos para o século XX, aproveitando que ontem, 28 de abril, foi dia de Santa Gianna Molla (Santa Joana Molla). Gianna nasceu em 1922, chamada Gianna Beretta. Seus pais tiveram 13 filhos, dos quais apenas 8 sobreviveram até a idade adulta. De uma família simples, Gianna consegue realizar um dos seus sonhos e estudar medicina. Nessa época, ela estuda em Milão, mas sonha em voltar para perto de onde nasceu, na cidade de Magenta, também ao norte da Itália. Ela termina se especializando em pediatria, e abre seu consultório numa cidade próxima de Magenta, chamada Mêsero.

Gianna foi sempre uma mulher de enorme fé, e disposta a viver essa fé, ou seja, viver na caridade. Um de seus irmãos havia se tornado um padre missionário aqui no Brasil, no Maranhão. Gianna sonhava em se mudar para cá, para perto de seu irmão, e trabalhar com os mais necessitados como pediatra. Os planos foram feitos, as conversas andavam, mas a saúde de Gianna era frágil, e seu bispo a convenceu a focar seus esforços mais perto de casa, sem precisar viajar por tanto tempo. Ela então se dedica à caridade em comunidades carentes perto de casa mesmo.

Em 1954, ela conhece o engenheiro Pietro Molla, e os dois se casam um ano depois. É um casamento feliz, e uma época em que Gianna aprofunda sua compreensão da vida cristã no valor da família, do casamento, e do sacrifício. Se ela havia sido impedida por sua frágil saúde de ser uma missionária, a família seria seu foco como exemplo de vida cristã. Gianna sempre foi envolvida com o grupo “Ação Católica”, mas agora sua vida seria um exemplo da verdadeira ação cristã, a família.

Gianna e Pietro tinham 3 filhos. Ela engravida pela quarta vez em meados de 1961. Porém, sua saúde se debilita rápida e anormalmente. É descoberto um tumor em seu útero. Como médica, Gianna sabia o que isso significava. Ao consultar especialistas, fica confirmado que ela teria três opções: o aborto; uma histerectomia, que é uma operação para retirada do útero (que, ao contrário do que muitos pensam, não seria proibida pela Igreja, uma vez que fosse determinado que seria inevitável para salvar sua vida); e apenas a remoção do tumor na esperança de uma recuperação, sem sacrificar a criança. Sabendo das complicações que provavelmente passaria, Gianna faz seu marido prometer que, caso ele tivesse que fazer a escolha por ela, ele escolheria a criança.

Gianna Molla registra seu sentimento dessa forma: “Sim, eu tenho rezado muito nesses últimos dias. Com fé e esperança eu me entrego ao Senhor. Eu creio em Deus, sim; mas agora é meu dever completar minhas obrigações como mãe. Eu renovo ao Senhor a oferta da minha vida. Eu estou pronta para tudo; para salvar meu bebê”.

Gianna Emanuela nasceu saudável em 21 de abril de 1962, mas sua mãe sofria por sua escolha pela vida, com terríveis complicações pelo estado em que o tumor havia deixado seu útero. Abraçando livremente seu destino e a vida de sua filha, Gianna Molla morre uma semana depois.

Em 2004, São João Paulo II declara seu reconhecimento na santidade, e a declara padroeira das mães, médicos e das crianças não-nascidas.

Foi a primeira vez em que um marido assistiu à canonização de sua falecida esposa. Além dele, seus filhos também testemunharam o reconhecimento do exemplo de sua mãe, inclusive Gianna Emmanuela, a filha por quem a santa se sacrificou de forma heróica. Filha essa, aliás, que seguiu os passos da mãe na medicina, e chegou a dar seu testemunho no estádio do Maracanã, em 1997, para um emocionado Papa João Paulo II e uma multidão no Segundo Encontro Mundial das Famílias: “Mamãe querida, obrigado por ter me dado a vida duas vezes. Uma na concepção, e outra quando permitiu que eu nascesse. Minha vida é a busca para ser a continuação da sua, da sua alegria de viver, do seu entusiasmo, e só encontra seu sentido pleno na luta e dedicação às vidas em maior sofrimento. Mamãe querida, continue a interceder por todas as mães e famílias que recorrem a você, e em você confiam”.

Os milagre decisivos para sua canonização? Aconteceram exatamente aqui no Brasil. Um deles na diocese em que Santa Gianna sonhava em ajudar como missionária, no Maranhão. O outro foi em 2003, em Franca, quando Elisabete Arcolino Camparini, em sua quarta gravidez (Santa Gianna morreu após sua quarta gravidez), teve sérios problemas em sua gravidez, com rompimento de sua placenta, e perda do líquido amniótico, que os médicos diziam que só pioraria e ela perderia o filho e arriscaria a própria vida. Elisabete rezou pela intercessão de Gianna, decidiu não realizar o aborto, e teve sua filha. O nascimento impressionou os médicos porque ela já não tinha líquido amniótico no momento do parto, e a menina nasceu saudável e normalmente. O nome da menina? Gianna Maria, em homenagem à Santa Gianna Molla, um exemplo de mulher e de santidade.

Que possamos todos ter a força e a fé de andar pelo caminho certo, mesmo sob o risco de perder nossas vidas, ou sob a tentação da saída mais fácil.

Em Cristo, sob a proteção da Virgem Maria,

um Papista.

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